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10/04/2004 15:55
Mudei me.... www.maryjanem.weblogger.com.br. Foi o jeito.
enviada por Mary Jane
09/04/2004 01:28

Eu bem que tento entender algumas atitudes, sua maneira infantil de desviar o olhar quando não sabe o que deve me dizer, de me mandar calar a boca, de se irritar sabe se lá por que. Tento não encará-lo sempre como um moleque ou sempre como o dono da verdade; na maioria das vezes, tento mesmo nem encará-lo. Como pode alguém ser tão completamente feito de paradoxos? Não consigo digerir seus olhos antigos, sua fala potente, seu cheiro de conforto, sua impaciência. " Saia daqui. Não quero discutir..." Nunca queremos, mas sempre discutimos, sempre. Não consigo digerir sua impaciência. O motivo pode ser qualquer um, a guerra no Iraque, o meu despudor, minhas vontades, minha preguiça... Sofremos com aniversários e na época do Natal, somos edipianos confessos, vampiros, nos irritamos com pessoas medíocres... E eu nem queria parecer tanto assim com você.
enviada por Mary Jane
27/03/2004 03:35
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
Minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai.
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos, indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai
Eu sou sua menina, viu?
Ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca
Com a barba mal feita
E de pousar as coxas
Entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai.
O meu amor
Tem um jeito manso que só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
Me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo
Fosse a sua casa, ai.
Eu sou sua menina, viu?
Ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz.
enviada por Mary Jane
27/03/2004 02:30
Não sei o que escrever. "Como assim, não sabe?!" Não sei! Não sei! Não sei! Passo o dia nessa agonia, bilhões de conexões neuronais completamente atrapalhadas, correndo de um lado a outro desse cérebro que, tadinho, tenta até se organizar, não enlouquecer, formular frases inteligíveis; tenta.
E hoje, logo hoje, não consigo formular qualquer tipo de texto menos medíocre. Era hoje o dia de ser genial, de colocar aqui todo meu amor pela humanidade, pelos meus amigos, meu vícios, minha religião (qual é mesmo?). Mas não, não há nada disso aqui nesse post, a não ser essa minha inquietude, essa minha vontade de sei-lá-o-quê. Cansei. Também me canso de mim, de vez em quando.
enviada por Mary Jane
24/03/2004 10:26
Nova fase, novas crises... Quem entende as mulheres?
enviada por Mary Jane
20/03/2004 02:15
No canto da sala, fiquei olhando as malas, o telefone, a tv, ele andando de um lado pro outro, esbaforido, preocupado. Que espécie de sentimento era aquele que me tirou do cenário e dissolveu minha personagem, fazendo de mim espectadora da minha própria tragicomédia?
- Está na hora?
- Não sei, são nove, eu acho...
- Nove?! Tenho que ir, querida.
- Eu sei... - engole o choro, engole o choro, engole o choro! - Você acha que volta, próximo ano?
- Não sei, mas ainda vamos nos rever nessa vida - piada infame!
Ele pegou as malas, passou a vista pela casa como se quisesse ter certeza do que estava deixando pra trás.
- Me escreve?
- Prometo. - respondi sem vontade.
Virei o rosto pra não ser beijada. Choro... Senti a porta fechando. Ainda quis me mover, quis gritar; ainda pensei que era irreal, que ele voltaria depois da primeira esquina, que a minha falta pra ele seria insuportável, que ele ia voltar e desistir de tudo, de São Paulo, da Espanha, da vida nova em qualquer outro lugar longe de mim.
Tantos homens que amei, tanta saudade. Nenhuma carta, ninguém voltou. Nunca fui amada.
enviada por Mary Jane
17/03/2004 10:40
Hoje não quero escrever. Afinal, não há novidades, só grandes emoções, que transbordam, que sufocam, que enlouquecem, que clarificam, que fazem de mim o que penso que sou. Não sei descrevê-las, não sei. Então, vou ficar nisso, dizendo que elas existem, vivendo-as, sendo o que elas pedem que eu seja, deixando que elas deságuem no mundo para quem quiser capturá-las.
enviada por Mary Jane
04/03/2004 15:00
Acabei de ver fotos de uma amiga que já não vejo há cinco anos. E mesmo aqui, nessa sala impessoal, fria e incômoda da UNIFOR, estou chorando. É verdade que a gente até escapa da morte, às vezes, mas nunca da saudade. Queria poder ter tantas pessoas de volta. Gente que foi embora, que morreu ou que simplesmente arranjou coisa melhor pra fazer. Dói muito saber que algumas criaturas que amamos não voltam mais e que perdemos mais do que amigos, namorados e parentes, perdemos também a pessoa maravilhosa que nos tornamos ao lado deles.
enviada por Mary Jane
17/02/2004 01:58
20 anos, 20 anos, 20 anos... Meu pai passou três dias repetindo isso. Nem eu pensei tanto, pelo menos não como nos anos anteriores.
Sábado, sentei ao lado da minha mãe e descobri que a amava. Não que não soubesse antes, mas isso nunva havia me comovido daquela maneira. Comecei a chorar, olhando para os cabelos dela, sentindo aquele cheirinho-de-mãe, sem conseguir dizer nada de inteligente pra fazê-la chorar comigo nem sequer conseguia tocá-la. Então respirei devagar e pensei que aquele foi meu primeiro aniversário feliz, depois de muitos anos. Sei que parece brega, tudo que estou escrevendo hoje, mas a imagem dela vem ecoando em mim, nesses últimos dias.
Homens... "De longe parece mais fácil/ frágil é se aproximar"
enviada por Mary Jane
01/02/2004 05:44
Ela estava nervosa. Tentava conter a vontade de fumar, mas estava cada vez mais complicado, então ficava tentando pensar que ele detesta cigarro... "Meus Deus! Essa criatura sequer bebe!" Atrasado quinze minutos. Nunca achou que ele se atrasaria, não parece do tipo que deixa a moça esperando. Não, não parece mesmo... Ai. Abriu a bolsa desajeitadamente (como sempre), pegou um cigarro e jogou a carteira de volta. Não tinha fogo. Inferno! "Vou embora. É isso! Se ele não chegou até agora é por que não vem mais! Vou pedir o isqueiro do garçon, esperar mais dez minutos e vou embora! Vou mesmo!" E não foi. Finalmente, depois de vinte minutos, a espera acaba.
- O senhor demorou.
- Não me chame de senhor, menina.
- Então não me chame de menina. Por que demorou? Já estava indo embora. (Para o garçon) Traga uma tequila e para esse senhor um suco de laranja.
- Não devia fumar tanto.
- Ele vai achar estranho, a filha beber e o pai, não...
- Você não é minha filha, sabe disso.
- Que diferença faz? Ele acha que sou. Não viu como ele me olhou? Acha que somos pai e filha. Por que se atrasou mesmo?
- Minha mulher... Acha que é fácil sair de casa sem grandes motivos?
- Você e sua família... Que merda...
Ele a pegou com força, puxando pelo braço até quase encostar a boca na orelha dela.
- Não seja impertinente. - e beijou de leve o lóbulo.
- Ai, ai... Eu e minha vida de Lolita... Me chamou aqui pra quê?
- Você vivia me exigindo que saíssemos juntos. Pois pronto! Estamos em um bar! Fique feliz!
- Continua sendo um velho idiota. Vamos pro motel de sempre mesmo. Na cama você é menos imbecil, ninguém pensa pra fazer sexo, por isso não é imbecil.
- Como pude me envolver com você?! Tenho 52 anos e durmo com uma criança de apenas 16! Posso ser preso...
- Já está preso. Não te contaram?
enviada por Mary Jane
31/01/2004 01:22
Adoro cartas. Hoje li antigas coisas que me escreveram alguns amigos. É sempre mais bonito depois de alguns anos. Sinto falta de receber cartas, muita falta mesmo.
Esse é um quadro que um amigo muito querido me mostrou pelo msn. Amaria me corresponder com ele. Há algo de sofisticado e doce em tudo que essa pessoa é. E com certeza é o melhor escritor de cartas do mundo.
enviada por Mary Jane
28/01/2004 04:07
Minha cachorra uiva de solidão e cio... Às vezes, eu também.
As horas passam tão devagar, os dias tão depressa. Sei que não é saudável acordar na hora da Malhação, mas é só quando consigo. E, nessa chuva, quem pensa em sair de casa?
Dias de chuva me lembram um antigo namorado. Eu o amava, ainda que fosse bobo. Conseguíamos conversar com hoje em dia não consigo mais. Podia ser a idade, podia ser a falta de rotina... Posso achar milhões de motivos pra ter sido tão bom. Passaram se quatro anos e hoje só alimento um carinho quase fraternal, quase maternal, quase saudosista. Mas quando chove assim, parece que volto a amá lo. O tempo frio que a água trás sempre pertenceu a ele.
enviada por Mary Jane
26/01/2004 02:33
Se você jurar que me tem amor
Eu posso me regenerar
Mas se é pra fingir, mulher
A orgia assim não vou deixar
Muito tenho sofrido
Por minha lealdade
Agora estou sabido
Não vou atrás de amizade
A minha vida é boa
Não tenho em que pensar
Por uma coisa à-toa
Não vou me regenerar
A mulher é um jogo
Difícil de acertar
E o homem é como um lobo
Não se cansa de jogar
O que posso fazer
É se você jurar
Arriscar a perder
Ou desta vez então ganhar.
(Ismael Silva/Francisco Alves/Nilton Barros)
Esse sambinha é lindo... O homem é mesmo um lobo... Que frustrante é ler o blog de pessoas que escrevem muito, muito bem.
enviada por Mary Jane
25/01/2004 17:30
Calor, calor, calor!!!! Começo a suar e a me desesperar! Gosto da cidade em que nasci, na verdade sou bairrista demais, mas bem que poderia estar menos abafado hoje... E essa chuva que não vem e essas pessoas que ela não traz... O telefone não toca... Canta, Maria Rita, canta a estação do Milton. Que eu também estou indo embora.
enviada por Mary Jane
25/01/2004 04:08
É engraçado como é fácil nos sentirmos sozinhos... Festa, pessoas bebendo e se beijando freneticamente. Como diria uma amiga, estava babilônico. Mas, de certa forma, é interessante observar, sabendo que não se é observada... Devo ter bebido um pouco demais ou é só gastrite. Vai saber.
enviada por Mary Jane
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